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Tax Planning

Simples Nacional: Estratégias do chamado “Simples Híbrido” diante da Reforma Tributária do Consumo

A nova opção de recolher o IBS e a CBS fora do Simples Nacional em regime regular traz oportunidades e riscos para ME/EPP — veja como decidir estrategicamente.

By Nomadic Tax Institute research team · 5-8 min read · Created

O que mudou com o “Simples Híbrido” 👇

Com o avanço da Reforma Tributária do Consumo (RTC), empresas optantes do Simples Nacional ganharam uma nova alternativa: escolher recolher por fora do regime os novos tributos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Essa escolha, denominada “Simples Híbrido”, exige ação entre 1º e 30 de setembro de 2026 para surtir efeito no primeiro semestre de 2027. (gov.br)

Para quem vale a pena — e quando evitá-la

✅ Pode fazer sentido se:

  • Seu negócio tem baixo volume de insumos tributados, de modo que o crédito fiscal gerado pelos insumos compense o tributo pago fora do regime.
  • Você atua em setores com margens apertadas: recolher IBS/CBS “por fora” pode evitar bitributação nos inputs.
  • Você já possui sistema contábil forte, pois exigências de escrituração e obrigações acessórias ficam mais complexas.

❌ Evite ou tome cuidado se:

  • Seus custos operacionais são altos ou a estrutura administrativa/grande contencioso tributário ainda não está adaptada.
  • Os benefícios fiscais ou incentivos locais são mais vantajosos se mantidos dentro do Simples Nacional puro.
  • Você não conseguir cumprir prazos ou requisitos para adesão (novos campos fiscais em sistemas como Duimp etc.). (gov.br)

Passo a passo para decidir estrategicamente

  1. Mapeie sua cadeia de custos: identifique onde incide IBS/CBS e compare o tributo consolidado versus o regime híbrido.
  2. Simule os efeitos financeiros: quantifique fluxo de caixa, impacto no DAS, ajustes operacionais.
  3. Considere prazos:
    • Articulações para efeito de janeiro a junho de 2027 devem ser decididas até 30 de setembro de 2026. (gov.br)
    • Há nova janela em março de 2027 para opção do segundo semestre. (gov.br)
  4. Avalie as obrigações acessórias: mais trocas de informações, notas fiscais com destaque adequado, impacto em declarações fiscais locais.

Exemplos práticos

  • Padaria de pequeno porte no interior: pouco uso de insumos com CBS/IBS, pode achar mais simples seguir “Simples puro”.;
  • Startup de bens de consumo que importa matéria-prima tributada: aproveita crédito fiscal grande e pode compensar o custo de obrigações mais rigorosas com tributos “por fora”.;
  • Empresa de serviços profissionais: dependendo do serviço, se operar em âmbito municipal com serviço sujeito a NFS-e, pode sofrer com encargos adicionais ou estar obrigada já ao Emissor Nacional. (gov.br)

Atenção ao novo cronograma

  • De 1 a 30 de setembro de 2026: opção pelo Simples Nacional para empresas que ainda não participam e opção por recolher IBS/CBS no regime regular para empresas já no Simples. (gov.br)
  • Cancelamento dessas opções até 30 de novembro de 2026. (gov.br)
  • Para o 2º semestre de 2027, nova janela em março de 2027. (gov.br)

Conclusão

O “Simples Híbrido” é uma chance real de otimizar tributos para muitas Micro e Pequenas Empresas, mas exige análise cuidadosa enquanto se pesa ganhos fiscais, custos operacionais e obrigações legais. Antecipe! Tomadas de decisão agora podem trazer economia importante já a partir de 2027.

Sources

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receita-federal-alerta-comeca-hoje-o-prazo-para-opcao-pelo-simp… (www.gov.br)

rtc (www.gov.br)

cgsn-atualiza-regras-do-simples-nacional-para-adequacao-a-refor… (www.gov.br)

simples-nacional-nfs-e-nacional-sera-obrigatoria-para-me-e-epp-… (www.gov.br)