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Compliance

Obrigações Fiscais Digitais em 2026-27: NFS-e Nacional e Duimp sob Reforma Tributária do Consumo

ME/EPP enfrentam prazos obrigatórios para emissão digital nacional e ajustes nos sistemas de importação — fique por dentro para evitar penalidades.

By Nomadic Tax Institute research team · 5-8 min read · Created

Panorama das mudanças obrigatórias

Com o Simples Nacional incorporando novas obrigações (IBS, CBS) e notas fiscais, surgiram requisitos digitais que micro e pequenas empresas devem dominar. Duas das mais relevantes mudanças são:

  • A obrigatoriedade do Emissor Nacional da NFS-e para microempresas e empresas de pequeno porte optantes do Simples Nacional, a partir de 1º de novembro de 2026. (gov.br)
  • Alterações no sistema Duimp (Declaração Única de Importação) para permitir cálculo tributário por item, incluir os campos de UF/Município do local da operação de consumo, dentre outras mudanças, com produção no ambiente de produção programada para 27 de setembro de 2026. (gov.br)

O que fazer para se preparar com antecedência

✅ Checklist técnico e operacional

ÁreaAção recomendada
Software / emissão fiscalVerifique se seu software emissor de notas (ou ERP) suporta o padrão nacional da NFS-e e destaque para IBS/CBS.
Treinamento da equipeCapacite funcionários para entender novos campos exigidos, especialmente nos documentos de importação (Duimp).
Fluxo internoAjuste procedimentos internos para coleta de dados fiscais adicionais (estado/município da operação, base de cálculo por item).
Auditoria de conformidadeRevise se obrigações acessórias como declarações fiscais internacionais ou declarações municipais estão em conformidade com os novos modelos.

⚠️ Prazos que não dá para perder

  • 1º de novembro de 2026: NFS-e Nacional obrigatória para ME/EPP optantes do Simples Nacional. (gov.br)
  • 27 de setembro de 2026: entrada em produção das mudanças no Duimp referentes à RTC. (gov.br)

Possíveis impactos práticos

  • Custos iniciais de adaptação: softwares, integração com API/web, treinamento, ajustes contábeis.
  • Sanções ou recusas fiscais: documentos fiscais com modelagem errada podem ser rejeitados ou sofrer penalidades conforme fiscalização.
  • Ganhos operacionais: com conformidade digital suave, processos mais eficientes podem reduzir erros e retrabalho.
  • Acesso a crédito e benefícios: estar apto digitalmente pode facilitar participação em licitações ou incentivos fiscais municipais/estaduais.

Exemplo real

Imagine uma ME de prestação de serviços em São Paulo que emite notas fiscais municipais. Antes podia usar NFS-e local, mas a partir de novembro será obrigada a usar o Emissor Nacional. Se o aplicativo usado não tiver integração API ou suporte nacional de emissão, ela precisa providenciar migração ou aquisição de sistema novo, treinar equipe e revisar notas emitidas para incluir IBS/CBS destacada, se cabível.

Conclusão

As mudanças digitais são exigências reais que já têm prazos próximos. Mais importante do que reagir é agir com planejamento: auditoria dos sistemas, entendimento das novas regras, investimento em capacitação. Sua empresa evitará surpresas e custos elevados.

Sources

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simples-nacional-nfs-e-nacional-sera-obrigatoria-para-me-e-epp-… (www.gov.br)

rtc (www.gov.br)